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Vida de Escritor: Lidando com a Insegurança

Meu Querido Jarbas, hoje o assunto é bem daqueles quentes meio frios, sabe? Porque é típico da vida de um escritor, mas pode desencadear uma série de gatilhos psicológicos não tão fáceis de lidar.


Porém, foi o que me acometeu durante a semana passada inteira. Por qual razão? Pelo simples fato de ter recebido algumas críticas casca dura a respeito do meu livro e, claro, a minha ansiedade de cada dia vindo relembrar as questões financeiras em uma foto decadente do futuro.


Sou uma fonte constante de gatilhos? Talvez sim, talvez não. Atire a primeira pedra quem nunca sofreu por causa de comentários aleatórios, uma imagem, uma música ou qualquer estimulo semelhante.


Vida de Escritor: Lidando com a Insegurança (Foto do Pixels)

Críticas E Erros de Digitação


Oficialmente estou desenvolvendo uma paranoia com erros de digitação e escrita. Domino o português brasileiro? Obviamente não!


Mas você é escritora, como não domina a sua própria língua? – leia com a voz mais irritante que existir em seu banco de memórias sonoras.


Vou te explicar a razão: ninguém domina completamente as regras de escrita de uma língua, principalmente a portuguesa, com suas milhares de regras e exceções a regras.


Principalmente quando sou a criadora, revisora, editora e publicitária desse blog. Existe um momento em que não enxergamos mais os erros, é normal. Mas vai explicar isso para meu cérebro perfeccionista.


Entretanto, nesse ambiente posso vir e editar e quando isso acontece no seu livro já publicado?


Consigo nem explicar a quantidade de choro engolido, gritos contidos e raiva condensada para não pirar e dar conta dos compromissos da semana.


Perfeccionismo e a Autocobrança


Claro, já vi diversos livros de autores super renomados com erros tolos de digitação, isso acontece. São palavras demais, revisões exaustivas, o olho humano é incapaz de perceber tudo que anda lendo, completamos automaticamente as frases.


Deveria me cobrar menos, visto que contratei uma corretora e confiei no trabalho dela, mas ela não é perfeita. Nem eu e nem ninguém. Devo enlouquecer? NÃO! Meu cérebro entende isso? NÃO!


Cobro excessivamente de mim mesma, consigo ser maleável e compreensível com qualquer pessoa, mas quando lido comigo é coisa é totalmente diferente. Costumo me punir mentalmente por erros pequenos, que não prejudicaram meu enredo.


Mesmo assim o perfeccionismo ameaça me engolir em gastrite e uma série de fatores que me levam a agir de modo agressivo, como se qualquer pessoa estivesse me atacando.


Esse limbo mental me levou a crise tão forte, que pensei em desistir. Em me enfiar em qualquer emprego convencional e deixar essa coisa de ser escritora de lado. Porque não tenho capacidade, estou engolindo mais do que posso morder.


É engraçado como somos frágeis e como precisamos aprender a cultivar uma saúde mental. Se tivesse me deixado consumir por minha crise, hoje não mais estaria escrevendo nessa página.


Gatilhos Mentais e Sonhos Pessoas


Existe um fato sobre mim: eu não quero fazer concurso público. Ao longo da vida nutri uma espécie de repulsa pela simples menção de concurso público. Sinto um formigamento interno, um calor crescente na garganta, que quase me faz cuspir chamas feito dragões.


A compulsão por uma vida financeira inteiramente equilibrada, abundante, sem variáveis e sem alteração me irrita demasiadamente.


Odeio pensar em dinheiro, em ganhos, em gastos, em lucros. Odeio quando a felicidade se resume em quanto tem depositado em sua conta bancária.


Lógico, dinheiro é necessário, não sou adepta da romantização da pobreza, mas não concordo em fazer a vida girar em números monetários.


A vida de autônoma me apraz, sou feliz desse jeito e preciso parar de desejar provar as pessoas a minha satisfação.


Tenho de enfiar em minha mente o que considero importante e mandar à merda a opinião alheia, pois quem vive sou eu e ninguém mais.


Quando estamos satisfeitos conosco, em paz com nós mesmos, é quando não mais somos atingidos pelo externo.


Vou criar um mantra com essa frase.


Bom, agora acho que consegui por para fora os fios emaranhados do meu coração. Aprendi a dar valor aos meus baixos, para me entender e assim evoluir.


Beijos de Fogo.


Vida de Escritor: Lidando com a Insegurança (Foto de Julia Mourão Missagia no Pexels)

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