• GM Rhaekyrion

RPG e Suas Criaturas: Quimeras

Qual imagem vem a sua cabeça ao ouvir a palavra Quimera. Aposto que deve ter imaginado algo relacionado à mitologia grega.


De fato, a Grécia foi o berço de muitas criaturas mitológicas, dentre elas um tipo bem queridinho de dragão, que caracteriza a típica Hidra.


Porém, o que REALMENTE envolve essa palavra tão atrativa em fonema e o bicho pelo qual esse nome foi designado?


A Origem da Quimera


RPG e Suas Criaturas: Quimeras
RPG e Suas Criaturas: Quimeras (Foto: Pinterest - Autor desconhecido)

Segundo o nosso querido dicionário, quimera significa o “resultado da imaginação que tende a não se realizar”. Por si só falamos de uma mitologia ou história fantástica. Porém, chegamos a etimologia, que vem do grego – óbvio –, derivada de “khímaira,as”, significando monstro extraordinário.


É de comum concordância que a tal Quimera é uma criatura nascida na Anatólia, hoje sendo Túrquia, na Asia Menor. No berço grego, em meados do século VII a.C., nascia uma besta de corpo de bode, cabeça de leão e a capacidade de soltar fogo pelas narinas. Assustador? Eu acho até charmoso.


Na mitologia, esse ser híbrido entre dois ou mais animais veio da união da mestiça Equidna e do poderoso Tifão (Typhos). Ambos seres monstruosos e grotescos, que geraram uma besta ainda mais perigosa.


Existem diversas lendas sobre a querida Quimera, inclusive, participando das histórias de Hércules e das nas narrações do herói Belerofonte e eu cavalo alado, Pégaso.


Normalmente, os antigos gregos davam o nome de quimera à qualquer coisa monstruosa ou considerada fantasiosa. O hábito seguiu até a idade média, onde ganhou força com as crenças religiosas, mas acabou perdendo popularidade para os dragões. Pois é, os répteis arrasam muito.


Criatura ou Realidade?


RPG e Suas Criaturas: Quimeras (Foto: Pinterest - Autor desconhecido)
RPG e Suas Criaturas: Quimeras (Foto: Pinterest - Autor desconhecido)

Diferente dos tais lagartos gigantes, essa besta sempre foi considerada parte da mitologia, não havendo um animal real cuja aparência tenha inspirado o imaginário humano.


Porém, existe um gênero de peixe bem simpático, que recebeu o nome de Chimaera, uma parente direta dos tubarões e arraias.


Como dito acima, a Quimera é um ser híbrido e esse grupo de peixinhos possui uma aparência que transita entre os tubarões e as arraias. Portanto, foi batizada com esse nome pelos seus descobridores.


Diferente da fera que estamos acostumados, a pequena Chimaera, ou o famoso Peixe-coelho, é um animal que pode chegar aos seus 200 cm. Alimenta-se de caranguejos, moluscos e polvos, ouriço-do-mar e vermes marinhos, dispensando qualquer carne humana.


Não cospem fogo, obviamente, e vivem em profundidades entre 200-2600 metros. Na verdade, como quase tudo, seu maior predador é o ser humano e sofrem com a pesca predatória.


O Uso em Literatura e RPG


Saindo do mundo da biologia e partindo para o que interessa, a tal Quimera é muito usada em jogos de RPG, seja o tradicional de mesa ou os grandes audiovisuais dos games. Sempre tidas como feras de nível elevado e altamente perigosas.


É bem usual encontrar com uma carta de Quimera no bestiário do mestre, principalmente quando o grupo de aventureiros está num nível elevado.


Porém, nos livros é menos comum. Uma obra que me marcou muito com a presença desses bichos foi The Witcher, que trata dela como um animal igual os outros e que pode ter diversas variações, o que, por si só, já me deixou super curiosa.


Obviamente, esse enredo, mais abordado no livro dois, seguiu aos jogos da franquia The Witcher, nos fazendo experimentar o que é lutar com uma fera dessas.


Outra referência está no filme Fúria de Titãs, retratando os clássicos mitológicos gregos com bastante fidelidade e efeito. É uma indicação excelente para quem quer construir seus desafios com criaturas.


As Quimeras dos meus Livros


RPG e Suas Criaturas: Quimeras (Foto: Pinterest - DeviantArt)
RPG e Suas Criaturas: Quimeras (Foto: Pinterest - DeviantArt)

Se usei as tais Quimeras nos meus livros? Com certeza!


Uma coisa que gosto bastante de fazer, como sempre digo, é usar as leis biológicas e evolutivas para criar meus bichos, inclusive os não mágicos.


Existe uma regra na biologia que, basicamente, diz não ser viável uma criatura de morfologia híbrida. Ou seja, não é possível que um leão tenha asas de águia ou de morcego.


Nos relatos das Quimeras, elas possuem, muitas vezes, o corpo de um bode, com a cabeça de um leão e a cauda de um escorpião. Isso não seria possível na vida real. Porém, não quer dizer que não podemos usar da fantasia para quebrar algumas regras.

Então, para que fosse mais fidedigno, criei uma Quimera que possui o corpo de um felino, parecido com o de um leão, mas ao invés de ter as patas dianteiras comuns, ela teria uma modificação de membrana, que a faria ter uma espécie de planador, como os esquilos voadores.


Com esse corpo, as minhas Quimeras podem alçar pequenos voos, mas não como pássaros. Consequentemente, para planar, teriam ossos mais leves e o corpo mais esguio. Ao invés do fogo, cospem jatos ácidos, que é o líquido digestivo do seu estômago.


Visão super aguçada e audição ainda melhor. Essa ferinha, que terá o nome de Kyres, vai aparecer nos meus próximos livros. Será?


Para conferir um pedacinho das criaturas que elaboro, vem conhecer Meus Mundos e viver uma aventura!


Beijos de Fogo.


Fontes:


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