• GM Rhaekyrion

RPG e Minhas Primeiras Experiências No Mundo da Escrita

Atualizado: Abr 24

Querido diário, olha eu aqui de novo. Faz uma semana desde que o visitei e espero que não tenha ficado com raiva do meu sumiço. Sei que está ansioso para saber os capítulos seguintes desse livro e pode se sentar que essa parte é a que se mantém viva até hoje.


Lembra quando falei das fanfics? Do site que me inscrevi e sobre como tudo começou? Pois é. Essa foi a primeira parcela da minha “iniciação” no mundo da escrita.


Na mesma época que comecei a escrever minhas fics conheci Eragon e a saga de livros de literatura fantástica de Christopher Paolini. Simplesmente me apaixonei pela história e senti a mesma angústia em querer viver naqueles mundos, pertencer àquela história.


Sendo assim, antes de falar do ramo – não é bem um ramo, mas vou chamar assim – da escrita que faz parte da minha vida até hoje, preciso dizer como minha primeira fanfic foi recebida pelo público do antigo Anime Spirit (AS).


Das Mesas de RPG aos Livros de Fantasia


Livros e RPG
RPG e Minhas Primeiras Experiências No Mundo da Escrita (Foto: GMRhaekyrion)

O AS era dominado por fanfics do Naruto, era meio que o cargo chefe, e eu escrevia Inu Yasha, então, acabei me destacando na multidão e depois de uns meses comecei a ter leitores o bastante para me considerar um tanto “famosa”. Lembrem-se, não existia facebook, Instagram e nem nada do tipo, era só o Orkut, para ser feliz. Então, ter seus 200 leitores já era excelente.


Dessa forma, passei a conhecer muitas pessoas, ter contato com meus leitores, ser convidada para grupos do MSN, grupos do próprio site e clãs.


Existiam vários clãs com diversas finalidades e a que mais dominava era os de RPG (Role-playing game). Para quem não conhece, trata-se de um jogo de aventuras, onde um grupo de aventureiros precisa resolver as missões que o mestre – líder – os coloca. É só isso? Claro que não! Mas é o resumo do resumo.


Então, como sempre fui uma viciada em jogos de aventuras, comecei a conhecer os clãs de RPG do AS, participando de várias mesas, desde as mais tradicionais, até as mais liberais. Logo de cara percebi que o RPG de mesa tradicional não era a minha praia. Não conseguia me conformar como fato de ter elaborado uma estratégia e simplesmente perder por causa de um azar nos dados. Isso me deixava revoltada – e ainda deixa.


Estava quase desistindo quando encontrei o clã Masayuki – por quem ainda tenho um enorme carinho –, que funcionava com uma forma de RPG escrito. Isso mesmo, a gente escrevia o enredo juntos, ao vivo e nossas ações não eram anuladas pelos dados, mas precisava ser validada pelo mestre, que também era um jogador – é um pouco complexo de explicar, mas é basicamente isso.


Iniciei Os Livros Originais com Enredo e Personagem de RPG


Sabe pinto no lixo? Pois é, era eu no clã Masayuki. Já falei diversas vezes que queria viver as histórias que escrevia e foi com esse estilo de RPG que consegui realizar esse desejo, que chegava a ser uma angústia.


Hoje gerencio o meu clã e tenho orgulho de dizer que jogo semanalmente o meu RPG de lei e acredito que a maior parte do meu “treinamento”, digamos assim, como escritora se deu nos diversos enredos que escrevíamos nessas seções.


Já me considerava uma escritora? Sabia que esse era o meu sonho? Ainda não. Nessa época desejava ser médica veterinária ou médica. A escrita ainda era apenas um hobby.


Pois é querido diário. Acho que vou te chamar de alguma coisa, só diário é muito ruim. Que tal Jarbas? Não gostou? Ótimo, será esse seu nome.


Então, meu querido Jarbas, por hoje paramos aqui, mas ainda não chegamos aos finalmentes.


Beijos de fogo.

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