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Robin Hobb: Alta Fantasia com Empoderamento Feminino

Atualizado: 29 de Set de 2020

Conheci a Robin Hobb quando estava a procura de obras de fantasia que tivessem maior representatividade feminina. Estava fadigada das grandes personagens serem resumidas por romances ruins, ou terem seu brilho ofuscado por homens.


Estava apaixonado por Martin e tinha lido todos os seus livros já publicados, Stephen King era outra pedida que me cansou e eu não ousava me arriscar em escritores desconhecidos, até que dei uma chance ao livro O Navio Arcano e conheci Robin. Depois disso ela se tornou a minha escritora favorita.


Sou extremamente suspeita em falar dessa mulher, que inspira, desperta paixão, encanta e te envolvem com um manto único de magia. Sua escrita é marcante, intensa e não existe deixar para ler amanhã. Com ela viramos a noite nas linhas, dormindo com o livro no rosto.


Robin Hobb é a minha inspiração e seus livros são paradidáticos da fantasia


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Robin Hobb: Alta Fantasia com Empoderamento Feminino (Foto: Pinterest)

Seu nome verdadeiro é Margaret Astrid Lindholm Ogden, mas ela escreve com o pseudônimo de Robin Hobb. Escritora de ficção, voltada majoritariamente para fantasia, a Robin é aquela mente incrível, que te mergulha em um universo único.


Americana, nasceu na Califórnia, mas foi criada no Alasca. Estudou na Universidade de Denver e depois de um ano voltou a cidade onde cresceu e vendeu seu primeiro conto, que era para o público infantil. O “Bones Para Dulath” foi publicado em uma antologia da Amazons!, em 1979. Foi ali que Robin ganhou seu primeiro prêmio da categoria, o World Fantasy Awards, como a melhor antologia do ano.


Já viu que daí por diante essa escritora não parou mais. Ela insistia em variações do seu nome em suas obras futuras, mas quando mudou para Robin Hobb a coisa realmente estourou. Foi considerada um marco no romance fantástico, como alguém que mudou a tendência da época e criou uma nova forma de escrever fantasia.


A sacada de por um nome que não entregasse se era homem ou mulher diz muito sobre como as pessoas ainda dão mais mérito para escritores homens de fantasia e de fato, muito mais homens escrevem nesse gênero.


Quem quer ser escritor de fantasia, precisa conhecer Robin Hobb


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Robin Hobb: Alta Fantasia com Empoderamento Feminino (Foto: A Saga do Assassino)

Quando penso em talento, dom, na escrita, a imagem de Robin me surge na mente. Ela é meu espelho, me inspiro em suas linhas, em como coloca a história e em seus personagens. É fiel ao seu enredo, não reproduz clichês ou padrões, apenas segue o fluxo com a paz e a calma de quem tem a certeza de que está escrevendo uma boa história.


Dá para sentir amor em suas linhas, sentir prazer. É incrível como ela envolve e prende. Por essa razão, digo que ela é uma escritora essencial para quem adora ler o gênero ou para quem quer escrever ficção.


Sempre trás muita representatividade feminina e muita personalidade forte em seus personagens. O tradicional tem outra cara, é muito característico seus mundos e seu jeito de colocar a política. A magia é sutil, despertando aquele ar de mistério gostoso. Não dá para parar de ler.


Sua obra mais famosa é A Saga do Assassino, a qual tive o prazer de ler o primeiro volume (O Aprendiz de Assassino, confira a resenha aqui) e a mais recente é O Navio Arcano, que se tornou um dos meus livros favoritos e uma fonte inesgotável de inspiração.


A maior mensagem que tiro das notas que Robin coloca e de sua trajetória é que ela sempre teve fé em suas histórias. Totalmente fora dos padrões e entregue ao mundo só seu e tão único.


Ela é o exemplo feminino que precisava, com uma história muito completa e forte, no estilo que costumo escrever.


Leia Robin Hobb e acredite nos seus sonhos!


Beijos de Fogo.

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