• GM Rhaekyrion

Resenha: Uma Investigação Cômica com O Xangô de Baker Street

Ambientado totalmente no Brasil de 1886, o livro O Xangô de Baker Street é uma obra do escritor, apresentador de televisão e humorista, Jô Soares. Já deu para imaginar não é?


Quem conhece o famoso Jô sabe que seu dom nato para o palco é inegável, a comédia corre em suas veias como o sangue rubro. E não era de se surpreender que seus livros tivessem o mesmo toque cômico a cada frase.


Usando a investigação como base e o detetive mais famoso do mundo, Sherlock Holmes, Jô nos leva ao caso do Violino Stradivarius, o presente dado a baronesa Maria Luíza e que desapareceu misteriosamente.


Junto a esse sumiço, temos a ameaça de um serial killer a lá Jack, O Estripador, que anda ceifando vidas de prostitutas pelas ruas do Rio de Janeiro.


Um Livro de Suspense e Comédia de Arrancar Suspiros


Resenha: Uma Investigação Cômica com O Xangô de Baker Street (Foto: GMRhaekyrion)

Acompanhamos o delegado Mello Pimenta em um de seus mais difíceis casos, só de considerar o fato de estarmos em meados de 1800, em um Brasil tomado pela escravidão, sabemos que não será uma tarefa fácil para a polícia do Rio.


O violino mais caro do mundo, o Stradivarius, desapareceu dos braços da baronesa Maria Luíza, misteriosamente. Com a indicação da diva francesa Sarah Bernhardt, Sherlock Holmes é convidado à corte, para a angústia de Pimenta.


Para completar, um serial killer com dedos de Jack, O Estripador, compete pela atenção do sumiço do violino. Ceifando vidas de prostituas e deixando cordas do famoso instrumento em seus pelos pubianos, a investigação corre desesperada.


Tudo isso com o tom mais engraçado que você já poderia ter lido em um livro. Sherlock experimenta o poder da feijoada, vatapás e azeite de dendê, tendo uma boa de uma “digestão” bem no meio da perseguição do suspeito.


Literatura Nacional dando um Show


Resenha: Uma Investigação Cômica com O Xangô de Baker Street (Foto: GMRhaekyrion)

É costume dos leitores ativos modernos considerar a ficção nacional ruim, principalmente pelo incentivo quase únicos dos clássicos como Senhora e Don Casmurro.


O Xangô de Baker Street não é um livro recente, mas possui uma linguagem fluida, fácil e com um enredo chiclete.


Além disso, temos várias referências históricas da nossa cultura pela ambientação apresentado por Jô Soares. É um exemplo de quem pesquisou muito e mergulhou de cabeça no Brasil colônia.


Indico essa preciosidade da nossa literatura por conter personagens marcantes internacionalmente e nacionalmente, com um toque brasileiro muito bem dado.


Temos representatividade, críticas sociais consistentes, tais quais o preconceito, que nos persegue desde os primórdios da escravidão até hoje e, claro, uma investigação de primeira.


Tudo isso apimentado pelo avanço do movimento abolicionista, balançando as estruturas dos senhores de escravos, que não querem perder sua “mão-de-obra” barata.

Eu adoro um bom crime para solucionar e posso te garantir que previsível é a última característica desse livro.


Para completar a trajetória, deixo o trailer do filme baseado nessa obra-prima.

Beijos de Fogo





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