• Rachel Ciríaco

Muito Romance Dark no Livro A Menina Submersa

Atualizado: 2 de Out de 2020


Esse livro é uma história de fantasmas, uma história de fantasmas com uma sereia e um lobo. É afirmando isso que Caitlín R. Kiernan começa sua obra: A Menina Submersa - Memórias, um romance psicológico, sombrio e arrebatador.


Minha história de amor com A Menina Submersa começou antes mesmo de eu ler a sinopse, aliás eu nem cheguei a ler a sinopse quando comprei o livro, ele me atraiu como uma mariposa é atraída pela lâmpada.


Talvez tenha sido efeito da capa caprichosa da DarkSide, talvez tenha sido coisa de alma mesmo: estava predestinada a ler esse livro, quem sabe. Seja como for, A Menina Submersa estava na minha mente muito antes de eu saber sobre o que se tratava a história.


Comprei o livro pela internet, e nem fui a primeira a lê-lo. Na época minha namorada, estava passando a semana na minha casa e pegou ele para ler. No primeiro capítulo ela disse que eu ia me apaixonar pela história, e estava certa, A Menina Submersa é de longe meu livro favorito.


Quando enfim comecei a lê-lo mergulhei de cabeça no mundo de Imp, me envolvendo com as personagens a cada página lida, sofrendo com seus traumas, suas dores, suas angústias, tentando desvendar suas camadas e seus mistérios.

As Personagens de A Menina Submersa: Memórias


índia Morgan Phelps, Imp - A Menina Submersa: Memórias. (Foto: Kyle Cassidy)
índia Morgan Phelps, Imp - A Menina Submersa: Memórias. (Foto: Kyle Cassidy)

O livro é narrado pela personagem principal Índia Morgan Phelps, chamada por todos de Imp, que já deixa claro no começo do livro que tem esquizofrenia, algo que é chamado por ela de “maldição da família Phelps”, visto que sua mãe e sua avó, tidas como loucas, cometeram suicídio.


Imp, encontra na escrita, não como se fosse virar escritora, mas como quem escreve um diário, uma forma de reconstruir seus pensamentos que envolvem Eva Canning, uma figura misteriosa em sua vida, que vira quase uma obsessão, afetando sua vida profissional, pessoal e seu relacionamento com sua namorada, Abalyn.


Enquanto lia as narrativas de Imp, buscava a todo o momento encontrar a razão e a lógica nos fatos principalmente por cair a todo momento em um mundo sobrenatural. Perguntava-me se seria tudo uma criação da mente de Índia ou se suas memórias estavam apenas confusas, chagando ao ápice de acreditar que se tratava mesmo de uma história de fantasmas.


Mas a conclusão que cheguei estava exposta desde o começo em uma pequena nota da autora: “Este livro é o que é, o que significa que ele não pode ser o livro que você espera que seja” - CRK.


Do começo ao grande final, a verdade é que até hoje quando penso em Imp, Abalyn e Eva, tenho a mesma sensação de quando terminei de ler A Menina Submersa, um vazio e uma saudade imensa dessas personagens.


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