• GM Rhaekyrion

Quero Ser Escritor. E agora o Que eu Faço?

Atualizado: 15 de Set de 2020

Querido Jarbas, podemos dizer que esse é o capítulo três do nosso livro? É. Podemos sim considerar essa como a terceira parte da minha história.


Então, como disse, o RPG escrito se tornou minha vida e o local onde depositava toda a minha criatividade. Parei com as fanfics? Não. Terminei uma fanfic, que posso dizer que foi meu “primeiro livro” e escrevia pequenos contos dos personagens que encarnava no RPG, mas esses eu mantive bem guardados, apenas dois publiquei no Anime Spirit.


Bom, vamos as contas. Entrei para esse mundo aos quinze anos e desde então não parei mais. Porém, à medida que o tempo foi passando e a faculdade se tornou a minha realidade, meu tempo ficou limitado e as responsabilidades aumentaram.


Meu primeiro vestibular foi a inauguração do ENEM. Foi um ano bem difícil, com muita pressão, expectativas e alguns problemas familiares. Era um turbilhão de coisas, que me deixaram afastada da escrita por muito tempo.


Levei um baque da vida ao receber a nota do ENEM, que nem chegou perto da média de corte para medicina. Então, entrei em um cursinho e estava determinada a estudar para passar nesse bendito curso, o qual acreditava que seria o sonho da minha vida, mas enquanto frequentava aquelas aulas de pré-vestibular me sentia muito perdida e pressionada, como se ser médica fosse mais um status que realmente meu desejo.


Demorei para entender que Escrever Livros era o meu sonho


Quero Ser Escritor. E agora o Que eu Faço? (Foto: mamaisnamadrugada)

Cursei vestibular pela segunda vez e a minha nota não foi muito diferente da primeira. Fiquei muito decepcionada, me sentia perdida. Até que resolvi ingressar em Ciências Biológicas, só para pagar matérias básicas de saúde e me manter estudando para medicina. Porém, ao começar o curso eu me encantei, sempre adorei estudar biologia e sempre foi a matéria que mais gostei no ensino médio.


Pois bem, me dediquei ao curso, sonhando que seria uma pesquisadora forense, trabalhando diretamente com a perícia criminal – vê se eu tinha perfil para encarar uma cena de assassinato? Adoro assistir documentário de investigação, mas encarar uma cena de crime de verdade? Nem sei se teria estomago para isso.


Durante esse tempo comecei a montar meu clã, porque o clã Masayuki se desfez e a mestra deletou a conta no AS. Quando iniciei o clã percebi como era difícil mestrar, vi o quanto precisava de dedicação e estudo, então passei a ler os livros de D&D, buscando montar a melhor mesa possível e com as melhores regras.


Obviamente não segui o tradicional, mas aqueles estudos me deram base para aprender a construir mundos fictícios, bestiários e criar raças e habilidades com noção de nível correto – porque eu era exagerada e, não vou mentir, apelava demais nos atributos das minhas personagens.


Quando perdi tudo acabei encontrando sentido no Livros


Quero Ser Escritor. E agora o Que eu Faço? (Foto: Bibliomundi)

Só que nem tudo são flores e durante a minha formação acadêmica me vi novamente perdida, estagiando e cursando, mal tento tempo para respirar, enfrentando uma série de abusos éticos, que me deixavam sufocada e com níveis de estresse realmente deletérios e preocupantes.


O pior era que não me sentia realizada, não importava o quanto me dedicasse aos experimentos, só conseguia enxergar o quanto estava perdida, jogando meu tempo no lixo.


Posso dizer que foi o período mais difícil da minha vida. Eu estagiava em laboratórios de pesquisa científica da própria Universidade da minha cidade e troquei de laboratório três vezes, na tentativa de achar um lugar que me respeitasse, que me encontrasse, mas percebi que mudar de linha de pesquisa não adiantava. A vida de pesquisadora não era o meu sonho, mas eu ainda não entendia que escrever o era.


Então, depois de passar muito tempo doente e ser intimidada a diminuir meu ritmo, resolvi abandonar tudo, para tentar fazer alguma coisa diferente. Porém, depois de sair do meu antigo estágio, entrei em uma crise emocional que quase me levou a uma depressão e durante os dias de vazio, onde me sentia fracassada, perdida e abandonada pela vida, minha esposa me marcou em uma publicação do facebook, que consistia em um concurso literário para escritores.


No instante em que li aquele edital pensei: por que não? Não tenho nada a perder. Entretanto, mal sabia eu que encontraria o sentido que tanto procurava ao participar daquele concurso e tudo graças a minha esposa, que insistiu para que me inscrevesse.


Bom, já falei demais, quer dizer, digitei demais por hoje. Depois volto para contar como minha vida realmente mudou.


Porém, aproveito para lembrar que nesse link aqui você pode achar a oferta que procura. São mais de mil títulos em e-book e diversos exemplares com preços excelentes. Não deixe de conferir.


Beijos de fogo

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© 2020, criado e editado por Clara Ciríaco.

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