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Os 3 Maiores Desafios de Escrever ‘Na Capela de Santa Bárbara’

Querido Jarbas, voltei para seus braços outra vez, só para falar sobre minha estreia na Amazon e em como tudo isso mexeu com minha carreira de escritora.


Todos sabem que topei esse desafio de escrever um conto por mês, comecei em março ao escolher uma história antiga e muito querida, que fiz em um RPG de Texto com minha esposa.


Mahara é uma personagem especial, ela nasceu de uma inspiração bem contos do Stephen King e me marcou por ser uma mãe que decidiu ceder a guarda do filho em prol da sua profissão.


Como Nasceu Esse Conto?


Os 3 Maiores Desafios de Escrever ‘Na Capela de Santa Bárbara’
Os 3 Maiores Desafios de Escrever ‘Na Capela de Santa Bárbara’

Antes que eu vá direto falar sobre os desafios, preciso contar como nasceu a história. Se não me engano na data, foi em 2015-2016 que a trama deu seus primeiros passos, uma tentativa de reproduzir um apocalipse em uma cidade comum litorânea.


Na época o conto ‘O Nevoeiro’ ficou marcado em meu coração, sendo principal inspiração para o cenário que se formou ao redor de Mahara.


Ela foi uma das poucas personagens que surgiu em aparência e personalidade, mas não me contou de cara como foi seu passado. A criei junto a minha esposa, que fez seu par romântico, Heitor, e deu a ideia deles estarem divorciados – porque causa um drama gostoso.


Mahara é força em forma de mulher, uma delegada e perita criminal, que deixou a guarda do filho por causa da sua profissão, pois sabia que assim viveria feliz. Mas no começo esses detalhes não estavam lá muito claros, surgindo nitidamente esse ano (2021) quando decidi estrear com essa bonitona.


A verdade era que a história iria para meu livro físico, Mar dos Lamentos, mas não estava com a mesma firmeza dos outros contos, nem completa. Portanto, esperou na gaveta. Até que chegou a vez dela e posso dizer que fácil não foi.


Desafio 1: Escrever Baixa Fantasia Ambientada em Alagoas


Gosto de criar mundos, de fazer minha própria política e cenários, criaturas e evolução. É isso que mais amo nessa existência. Porém, eu estava propondo um desafio a mim e quis iniciar de um jeito diferente.


Sou a defensora de que um escritor é um escritor e não uma ramificação do gênero. Amo escrever o terror/horror tanto quanto adoro a fantasia. Do mesmo jeito a ficção científica se abriu para mim.


Além disso, resolvi ambientar na minha cidade, então acabei caindo em uma baixa fantasia com ficção científica alienígena, que foi algo totalmente fora da minha zona de conforto.


Confesso que fiquei receosa, afinal ainda não tenho um público bem formado, mas não abri mão de seguir até o fim e me surpreendi com o resultado.


A escrita de fato não foi fácil, tive vários momentos de bloqueio e várias vezes em que quis desistir, mas depois de uns dias eu peguei o jeito e Mahara me ensinou como queria ser apresentada.


Desafio 2: Publicar De Forma Independente


Quando você assume a responsabilidade de publicação independente, sem o apoio editorial, a cobrança e o perfeccionismo são os primeiros a surgirem e bagunçar a cabeça de um ser humano.


Foi a primeira vez que fiz tudo por minha conta – e com ajuda da minha esposa, claro –, desde a elaboração até a revisão de texto, pensar na capa, diagramar e todos os detalhes que envolvem uma publicação.


Talvez tenha sido o mais complicado, porque a insegurança bateu e eu fiquei receosa demais em apostar na Amazon assim.


Mas a vida é feita de se arriscar e eu confesso que o monstro que criei na cabeça não tem nada a ver com a publicação pela plataforma do KDP. É tão simples que chega deu medo.


Desafio 3: As Críticas e Comentários dos Leitores


Acredito que por minha inexperiência, Mar dos Lamentos foi um sonho impensável. Eu babava naquele livro, mesmo sem tem a menor ciência sobre mercado de vendas e o que significava métricas de divulgação.


Estava absorta com meu feito e por isso as coisas fluíram com mais tranquilidade quanto aos comentários que recebi – muito lindos, por sinal.


Porém, ‘Na Capela de Santa Bárbara’ as coisas foram um pouco diferente. Eu recebi algumas críticas e elas me derrubaram feio, também me cobrei por não ter saído um texto impecável e isso me deixou em uma crise emocional severa.


Eu gosto de oferecer o melhor de mim e quando não sai como eu quero tendo a me culpar. Sendo assim, precisei, várias vezes, me apoiar na família para seguir adiante e entender que eu não sou resumida por erros de digitação.


Apesar de me concentrar nisso, a maioria dos feedbacks foram muito positivos e recebi um carinho imenso de quem anda acompanhando essa aventura de publicação mensal.

Qual a Maior Lição que o Conto me Ensinou?


A ter resiliência e a arriscar. A vida é feita de estudos e muita coragem, o que não significa que não temos medo, mas que somos mais resistentes que eles.


“Na Capela de Santa Bárbara” é cheio de reflexões sobre a vida de uma mulher e mãe, sobre como somos resumidas à maternidade com a chegada dos filhos. Mahara é mais do que isso, é muito mais do que Nicolas, Heitor ou qualquer família que vá construir.


Foi uma reflexão dura, que venho expressando em minhas histórias com certa agressividade. Nós, mulheres, somos rotuladas de muitas coisas, acho que chegou o momento de pararmos de tentar enquadrar pessoas em caixinhas organizadoras.


Quer conhecer essa história?


Os 3 Maiores Desafios de Escrever ‘Na Capela de Santa Bárbara’
Os 3 Maiores Desafios de Escrever ‘Na Capela de Santa Bárbara’

Uma saudade ardida, um desejo desesperador e uma ameaça que vem do espaço. Com a vida em perigo, Mahara buscará forças para encontrar sua família, custe o que custar.


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