• Rachel Ciríaco

O Príncipe da Névoa, Um Livro Misterioso, Sombrio e Cativante

Atualizado: 25 de Set de 2020





Lançado em 1993, O Príncipe da Névoa, foi o primeiro livro publicado por Carlos Ruiz Zafón. O aclamado escritor espanhol, ficou conhecido por suas obras posteriores, principalmente a série O Cemitério dos Livros Esquecidos, que já vendeu milhões de exemplares no mundo todo.

A primeira coisa que penso em dizer a alguém que conheceu as obras mais recentes de Zafón e quer ler O Príncipe da Névoa por ter se apaixonado pela escrita do autor é que: esse livro é uma história de ficção juvenil, e como o próprio escritor afirma em nota no livro: “…resolvi escrever um romance que teria gostado de ler aos 13, 14 anos, mas que continuasse a me interessar também aos 23, 43 ou 83 anos”.

Dito isto, O Príncipe da Névoa não decepciona em seu enredo, marcado por reviravoltas extasiantes e cenas que deixam o leitor de orelha em pé, daquelas que te fazem fechar o livro para ler em algum momento em que haja luz do dia e pessoas vivas ao seu redor, o que em minha opinião é marca registrada do autor.

Mas se como eu, você for ler esse livro esperando a complexidade encontrada em livros do autor, como O Jogo do Anjo ou mesmo Marina, que marca a fase de livros juvenis do autor, incluindo O Palácio da Meia-Noite e as As Luzes de Setembro, cuidado para não se decepcionar: as passagens, bem como a escrita, mesmo que bem elaboradas são simples.

O enredo possui elementos do terror e suspense, que leitores mais assíduos do gênero vão reconhecer logo: uma mudança para uma casa velha com uma história trágica, sussurros ouvidos pela casa, portas que se fecham sozinhas, gatos que te espionam, personagens de circo, névoa e, claro, estatuas, que diga-se de passagem também é uma marca registrada do autor, em todas as suas obras tem alguma estatua, macabra ou não.


Breve Sinopse e Personagens do Livro

O Príncipe da Névoa, Um Livro Misterioso, Sombrio e Cativante. (Foto: GMRhaekyrion)

Girando em torno de três protagonistas, Max, um jovem adolescente de 13 anos, é o personagem que abre a história. Acabando de se mudar com a família para uma casa litorânea, seu pai, um relojoeiro e inventor, pretendendo fugir da cidade e da guerra, em meados dos anos 1943, está convencido de que terão um recomeço maravilhoso naquele lugar pacato.

Acontece que desde que chegam à casa coisas estranhas começam a acontecer, desde o gato que a irmã mais nova de Max adota, até os sonhos estranhos que a irmã mais velha vem tendo e o jardim das estatuas que Max descobre em nos fundos de sua nova morada.

Conforme a história se desenrola nos é apresentado o Roland, que junto com Alicia, irmã mais velha de Max, completam a tríade de protagonistas, que vão cativando o leitor à medida que os mistérios vão aguçando nossa curiosidade.

Em O Príncipe da Névoa, Zafón, consegue prender o leitor que engole as 180 páginas avidamente em busca das respostas que vão surgindo num ritmo acelerado. Se seu objetivo era conquistar jovens leitores e manter o interesse em leitores mais antigos, decerto ele consegue com essa obra.


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