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O Melhor Livro tem Vários Pontos de Vista ou Apenas Um?

Escrever livros com vários protagonistas ou apenas um? Já caiu nesse dilema?


A presenta de múltiplos pontos de vistas ao longo da narrativa é uma marca registrada de escritores como Robin Hobb e George Martin. Não existe mocinho ou vilão, apenas histórias e pontos de vista.


Mas, para meu livro ser bom preciso reproduzir esse estilo? Minha história seria melhor se aderisse a esse método? Como faço para ter diversos protagonistas?


Para falar sobre múltiplos pontos de vista é preciso recrutar a máxima de qualquer boa história: personagens muito bem construídos.


O Melhor Livro tem Vários Pontos de Vista ou Apenas Um?

Protagonistas São Personagens Bem Construídos


Se você não sabe o que é um protagonista, vou dar uma resumida: são personagens principais, que carregam o enredo, se tornando alvo da jornada. É o famoso herói (não que seja necessário ele ou ela possuir personalidade heroica).


Protagonistas são as estrelas do show, para onde os holofotes apontam e, por essa razão, precisam ter uma construção impecável, se tornarem tão reais quanto eu e você.

O foco não é ensinar como criar um excelente personagem, mas ressaltar a máxima: personagens com potencial para se tornarem o destaque do enredo, precisam de uma boa construção.


Quando a personalidade, história pessoal e caracterização não estão firmes, seu personagem se torna frágil, igual e sem relevância. Consequentemente, não gera empatia e não será lembrado (a) pelos leitores.


Imagina colocar diversos pontos de vistas, com diversos protagonistas, sem que possuam uma boa caracterização. Seu livro seria mais uma aventura na prateleira, esquecido após a leitura.


Por essa razão sou uma boa defensora da ficha de personagem, apenas montando boas fichas é possível criar excelentes protagonistas.


Histórias Complexas ou Simples?


Estamos falando em escrever um enredo com diversos pontos de vista, ou seja, seu enredo possui amplitude suficiente para sair da visão do seu ou sua protagonista para outras personagens?


É isso aí! Não existe emoção quando se decide ampliar as visões da sua história. É uma escolha racional, que precisa ser levado em consideração:


  • Nível de complexidade da obra

  • Qual o objetivo de abrir os pontos de vista?

  • Por qual razão os personagens escolhidos precisam ter suas visões expostas?

  • Existe alguma ligação de enredo para com eles?

  • Os objetivos do enredo interligam esses personagens?

  • O que esses personagens são para a sua história?

  • A premissa está interligada com esses personagens?

  • Esses personagens estão bem caracterizados?

Essas são as perguntas principais a serem feitas antes de começar a escrever em diversos pontos de vista e não saber mais como fechar o arco dessas mentes.


Livros com diversos pontos de vista possuem uma complexidade de trama que não conseguiria ser atingida com apenas uma personagem.


Quando cenas e aspectos da história não conseguem ser exibidos apenas por um personagem ou quando as relações – geralmente são políticas – não conseguem ser exploradas apenas com uma pessoa está na hora de expandir os olhares.


Portanto, jamais aposte em um estilo de escrita sem antes analisar se seu livro se encaixa, se seu enredo permite que essa mudança aconteça.


Livros com diversos Pontos de Vista São Melhores?


Hierarquizar estilos de história é um erro extremamente comum entre os escritores. Não existe melhor ou pior, apenas escolhas coerentes com o seu enredo.


Vários pontos de vista podem ou não funcionar, isso não quer dizer que histórias que os contém são superiores que os enredos com apenas uma visão.


Exemplos bons para mostrar essa discrepância é o livro O Navio Arcano, da escritora Robin Hobb, onde o uso desse estilo funciona super bem, pois existe uma amplitude de enredo muito grande, que expande a trama de forma a necessitar abrir espaço para que cada personagem fale. O mesmo acontece com As Crônicas de Gelo e Fogo.


Em contrapartida, o livro Desespero de Stephen King também usa esse estilo e a trama fica absurdamente maçante, pois as cenas são repetidas cada vez que muda a visão do personagem. Não necessitava abordar a história dessa forma.


Portanto, considerar o quanto sua história se amplia e se realmente é necessário abordá-la através de diversos personagens é essencial.


Como vou descobrir se meu livro exige ou não esse estilo? Comece respondendo as perguntas que coloquei acima e preste muita atenção na hora da sua revisão, é o momento de encarar seus escritos de forma racional e entender se realmente há essa necessidade.


Entretanto, entendo que é difícil encarar a obra de forma mais racional e é por essa razão que os livros precisam passar por uma Revisão Crítica, onde o profissional analisará a sua história de forma técnica, encontrando os erros e acertos estruturais e poderá te dar a resposta a respeito desse dilema.


Onde achar um revisor crítico? Prazer, sou revisora e se quiser saber mais sobre esse trabalho, basta visitar meu Instagram e não se acanhe em me chamar, será um prazer te ajudar!


Quer ter um livro excelente? Invista nele de modo profissional. Ninguém cresce sozinho.

Beijos de Fogo.

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