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O Escritor do Gênero Dramático nem sempre Faz Drama

Atualizado: 22 de Set de 2020

De longe é o Gênero Literário mais importante para a carreira de qualquer escritor. Dentro das características do Gênero Dramático é que entendemos como funcionam as técnicas literárias e como os enredos evoluíram para o que hoje é a ficção e não-ficção.


Já perceberam que a Grécia Antiga foi o berço de todas as distinções literárias. E não é surpresa, pois àquela civilização tinha um desenvolvimento intelectual muito apurado e em constante estímulo. Toda sociedade que valoriza o conhecimento tende a alcançar patamares maiores e mais completo da evolução cognitiva.


E a literatura é uma das ferramentas mais complexas de estudo, pois une o entretenimento e a cultura, em uma amostra de como a sociedade estava naquele período. Mesmo as mais fictícias criações. E é por essa razão que os livros são a chave para a compreensão da sociedade humana, é o instrumento de maior proximidade e intimidade de um ser e do seu coletivo.


Com isso em mente, vamos ao que significa a tragédia grega. Porque o gênero dramático pode conter tragédias, mas nem sempre seus escritores são dramáticos.


O Gênero Dramático e o Teatro

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O escritor do Gênero Dramático nem sempre faz drama (Foto: maestrovirtuale.com)

O objetivo que move o Gênero Dramático é a atuação. Eles foram criados na Grécia Antiga com a finalidade de encenar, de estarem em teatros. Naquela época usavam das peças para representar as histórias dos deuses, os mitos e representar o herói.


A comédia e o drama caminham lado a lado nesse gênero literário e vamos ao mundo presente nos palcos. Esse é aquele que possui roteiro de personagem, que contém sentimentos e ações entre parênteses e geralmente nos leva para teatros.


São constantes os diálogos, marco principal desse gênero. Sendo eles entre personagens ou longo monólogos. Muito sonoplastia, linguagem corporal, predomínio do discurso e da encenação como um todo.


Apesar do nome, as peças podem conter mais do que drama e é aqui que vamos a mistura dos subgêneros encontrados no Gênero Narrativo. Porque se tornou tão fluido e misturado para o audiovisual, que viraram estilo. Sendo assim, podemos ver uma peça de comédia, drama, filosófica, infantil, musicais e diversas outras variações.


Do palco para os livros e assim sucessivamente


As características principais na estruturação desse gênero é o roteiro, que é dividido em cenas e em atos e sempre com a presença de personagens com o intuito de atuar. Há pontuação da mudança de cenários e entrada e saída dos personagens. A ação é que move esse estilo.


É a partir da construção desse Gênero que as principais Técnicas Literárias foram montadas. Das quais posso citar a curva de fábulas, a divisão dos capítulos, a trajetória do herói, o relógio da ação e a elaboração de roteiro de enredo. Bem como, a classificação do tipo de personagem, se é um vilão ou o herói.


Por essa razão que considero esse gênero um dos pilares da escrita moderna, porque foi a partir dele que boa parte das técnicas literárias foram montadas e elas são essenciais para a formação de um escritor.


Entretanto, antes de chegarmos a esse ponto, vamos a divisão clássica dos subgêneros dramáticos, que são:


Tragédia:


Como o próprio nome diz, é a representação de acontecimentos trágicos e com finais funestos. A presença das paixões humanas e vícios, que levam o protagonista a uma decadência e dela a uma consequência, é a principal característica desse subgênero.


Aqui há a diferença do personagem nobre e herói e como ele se torna esse herói ao passar por uma evolução de sua conduta desviante. Muito forte a presença de mitos, deuses e semideuses.


O maior exemplo são as clássicas tragédias gregas, as histórias de Hércules, Perseu e demais semideuses que conhecemos.


Comédias:


Representando textos com humor, que nem sempre são engraçados para todos, as comédias possuem o objetivo de trazer o riso a plateia.


Normalmente contém um carácter crítico, jacoso e satírico, envolvendo temas do cotidiano humano, com muitas caricaturas e personagens estereotipados. O intuito é criticar e para isso exageram em algumas características de seus personagens.


Minha Mãe é uma Peça é um bom exemplo de comédia. Pois exalta, de forma exagerada, a postura de uma mãe. Usando a protagonista como generalização materna.


Tragicomédia:


Esse une os elementos trágicos e cômicos em uma apresentação teatral. É quando se existe uma história dramática, mas que tem um fundo de humor. Quem usa muito dessa pagada é a Marvel. Apesar de ser um estúdio de produção fantástica, o teor cômico usado pelos personagens em cenas de tragédia, como as grandes guerras, é um bom exemplo.


Farsa:


Essa é velhinha, lá pelo século XIV, com forte teor crítico, que veio para elucidar as mazelas que a sociedade vivia nesse período. Ela é uma peça mais curta, mas muito crítica e que pode ser comparada a crônica do Gênero Narrativo.


Representada por personagens caricaturais e em ações corriqueiras, cômicas e burlescas.


Auto:


O mais simples e menos usado é o auto, que surgiu na Idade Média e foi pouco comentando ao longo da história. São textos curtos e cômicos, que são formados por um único ato.


Lembre-se: é dramático, mas pode ser cômico


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O escritor do Gênero Dramático nem sempre faz drama (Foto: brasilescola.uol.com.br)

Para finalizar, quero ressaltar que o Gênero Dramático é realmente mais curto e bem menos complexo que os citados aqui. Entretanto, contém uma forte formação, que originou as técnicas literárias e é por essa razão que se torna tão importante para os escritores modernos.


Espero que tenham gostado e a semana que vem vamos explorar os subgêneros narrativos modernos.


Beijos de Fogo.

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