• GM Rhaekyrion

A Arte de Reescrever é o Amor e o Ódio de todo Escritor

Atualizado: 17 de Set de 2020

Meu querido Jarbas, começamos a entrar em assuntos bem delicados para um Escritor, não acha? Acha sim!


Quem aqui já ouviu que escrever é reescrever? Dizem por aí que escrever um livro é difícil e dependendo da história que possui pode até ser, mas essa etapa se torna mamão com açúcar quando comparada às revisões e, de fato, reescrever.


Como disse em algumas matérias anteriores, joguei dois livros de cerca de 450 páginas word no lixo. Por causa da minha ansiedade e por não ter firmado direitinho o meu roteiro e descobri isso reescrevendo os benditos.


Porém, vamos ao que interessa: aos livros atuais e que realmente foram finalizados. O primeiro deles e que em breve rodará o mundo, é o Mar dos Lamentos. Ele foi o primeiro que encerrei de fato, conclui revisões e tudo o mais. E é sobre essa parte posterior a finalização da escrita geral que venho falar.


Reescrever é a alma do negócio. Depois de pronto o livro precisa ser refeito


A arte de reescrever é o amor e o ódio de todo escritor (taniagorodniuk.blogspot.com)
A arte de reescrever é o amor e o ódio de todo escritor (Foto: taniagorodniuk.blogspot.com)

Não estou falando de descartar a ideia completa e começar do zero, porque isso não é reescrever, é fazer uma história nova, mas menciono o sentar diante das milhares de páginas e começar a lapidar sua obra.


Quando fazia minhas fanfics, apenas terminava o capítulo e postava na mesma hora. Não tinha revisão, se quer ortográfica. Apenas terminava e postava, porque tinha uma demanda semanal e essa “cobrança” atrapalhava a lapidação da obra.


Depois que fui amadurecendo minha escrita, percebi que precisava desse tempo para rever os buracos e furos de enredo, as cenas desnecessárias, os erros de português e a estruturação do texto. Ou seja, comecei a ficar mais exigente.


Então, descobri que na hora que estou escrevendo não adianta me cobrar perfeição, as coisas só saem boas na segunda, terceira e até quarta mão, depois de pronto. Às vezes é bom confiar em alguém para ler e apontar coisas que seu olho se acostumou e não enxerga mais.


A preguiça não pode se envolver nessa etapa


livro, escrever e reescrever
A arte de reescrever é o amor e o ódio de todo escritor (Foto: Pinterest)

Sei que pode parecer difícil e trabalhoso, mas é necessário. Com Mar dos Lamentos eu senti isso, tinham dias que não queria ler uma linha daqueles contos, mas percebi que só com as revisões é que as coisas se encaixaram bem.


E não adianta ter preguiça, é preciso mesmo usar o racional, sabe? Sair da empolgação e pensar friamente no seu enredo, nos seus personagens, na sua história e ter a certeza de que tudo está nos conformes.


Aprendi da pior forma que se eu mesma não fizer, ninguém vai fazer e que as coisas só ficarão boas quando me dedicar o suficiente àquelas histórias.


Pensava em desistir, em abandonar tudo, em cancelar e começar do zero. Isso tudo me passou pela cabeça, principalmente por causa da ansiedade em ver o livro pronto e publicar. Mas respirei fundo, segurei a onda e me obriguei a pensar friamente na história, em analisá-la como se não fosse minha – o que é muito difícil.


Um conselho do nosso rei do terror, o Sthephen King, que diz que uma história não pode demorar mais do que uma estação para ser concluída. E depois de terminada é que vem o trabalho de escrever de fato e esse é mais extenso. O que ele fala é, nada mais nada menos, que reescrever.


Mas, Gabi, quando sei que terminei tudo? Quando você colocar um prazo para si e alcançá-lo. É essencial colocar prazos, vai te estimular a manter o ritmo e a ter compromisso consigo. Além disso, é importante ter, muito claro, o seu objetivo com aquela história. E, obviamente, saber dar um basta. Por isso que é sempre bom ter um leitor beta, um amigo ou familiar, que pode dar uma opinião sincera sobre a sua obra.


Por hoje é tudo isso!


Beijos de Fogo.

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