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5 Dicas Monstruosas para Escrever Livros de Horror

Horror e terror são gêneros literários bem parecidos, mas completamente diferentes. Muitos escritores caem na cilada ao darem os nomes errados para seus enredos, confundindo seus leitores.


Isso se dá, principalmente, pelo fato de que o terror e o horror caminham, na maioria das vezes, lado a lado. Normalmente o que te causa horror, também te causará medo, caindo no terror quase por obrigação.


Essa condição acontece devido a sutil diferença entre os dois gêneros. Para explicar a relação, é necessário entender que o pressuposto utilizado são os sentimentos. As obras de terror causam pânico, medo, tensão. Elas possuem como preceito aguçar a imaginação do leitor, levá-lo ao seu medo mais íntimo e completar as lacunas, propositalmente colocadas, com o pior pavor possível.


Diferentemente, os livros e filmes classificados como horror, são responsáveis pelo sentimento de repulsa, de nojo. A ideia é causar aversão, angústia, apreensão. Se você não sabe como colocar em prática essas emoções, chegou a hora de acabar com as dúvidas e mergulhar verdadeiramente no horrendo.


Livros de Horror Despertam Curiosidade e Repulsa


É imprescindível anotar em sua alma que: o horror tem como objetivo causar repulsa. É o nojo que te motiva, o grotesco, o intragável. Seu leitor deseja se contorcer lendo cenas de tortura ou precisar segurar o almoço no estômago com muito afinco.


Dica 1: Um Bom Livro de Horror Gera Repulsa


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5 Dicas Monstruosas para Escrever Livros de Horror (Foto: Saw Filme)

Como falei anteriormente, o horror incita o nojo, seu objetivo é mostrar cenários grotescos, oriundos de pessoas e situações ainda mais grotescas. Mas, Gabi, é só isso? Parágrafos infinitos de mutilação e tortura? Claro que não!


Vamos os mundos dos filmes, citarei Jogos Mortais. Existe uma mente psicopata, que criou situações horrível de dor, tortura e terror psicológico, onde seus alvos selecionados precisam passar, para sobreviver. Tudo isso enquanto escutam quais foram seus crimes reais, impulsionadores da sua carta de entrada do maior reality show sangrento e emocionante já visto.


Conseguiram sentir a pressão? As ações do psicopata, as cenas pavorosas de tortura, a descoberta dos crimes realizados pelas personagens, toda essa teia causa repulsa, causa nojo. E você continua preso ao enredo, porque existe muito mais do que apenas sangue e tripas.


Dica 2: A Mutilação Precisa Fazer Sentindo


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5 Dicas Monstruosas para Escrever Livros de Horror (Foto: Filme A Morte do Demônio)

Completando o que mencionei na dica acima, tripas e sangue voando não sustentam nenhum leitor. É aí que você usa do terror, do jogo psicológico e do drama, para criar uma trama que faça sentido.


Muitas histórias usam psicopatas, porque a caracterização de uma pessoa com essa condição psicopatológica é não possuir sentimento de culpa ou de compaixão. A frieza emocional gera repulsa, nojo, aversão.


Entretanto, o modo como você deseja abordar suas personagens e seu enredo, não precisam necessariamente seguir esse padrão.


Um exemplo bem claro de filme de horror longe dos psicopatas é o clássico Frankenstein, A Morte do Demônio e Hellraiser.


Dica 3: Saiba Lidar com a Psicologia Humana


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5 Dicas Monstruosas para Escrever Livros de Horror (Foto: Filme O Cemitério Maldito)

Já havia falado sobre psicologia humana na matéria anterior: 5 Dicas Imperdíveis para Escrever um Livro de Terror Assustador.


Volto a repeti-la, porque ambos os gêneros devem usar da psicologia para criar cenas, cenários e ações que despertem os sentimentos desejados. No final das contas é muito mais uma provocação psicológica, do que em si explicitar algo puramente violento.


Então, entenda sobre como o cérebro de uma pessoa age quando se depara com cenas grotescas, existem diversos estudos acessíveis e de fácil entendimento disponíveis gratuitamente. Faça seu dever de casa quanto a se informar.


Quando entender o funcionamento cerebral, ficará mais fácil de montar as cenas que tanto deseja e encaixar seu enredo de forma mais fluida e real.


Dicas 4: Valorize a Tragédia em seu Livro


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5 Dicas Monstruosas para Escrever Livros de Horror (Foto: Filme Clássico Frankenstein)

Um dos pontos mais positivos em filmes e livros de terror e horror é que o final feliz não precisa existir. Não que os demais gêneros tenham essa obrigação, mas as famosas cenas de alívio no fim da trama podem ser descartadas.


O único compromisso de um escritor ou escritora desses gêneros literários é explicar o motivo do enredo. Seja um psicopata fissurado ou uma pessoa traumatizada na infância e com desejo de se vingar. Ou uma maldição, ou um experimento que deformou alguém.


Explicando a razão de ser do seu enredo, não importa mais se seus personagens vão sobreviver no final ou se vão conseguir superar o “inimigo” em questão.


Na verdade, usar a tragédia e o trágico é quase uma sacada de mestre. Saber aplicar ambas as ferramentas ao longo da sua história te destacará dos demais.


Dica 5: Tenha uma Imersão Sensorial Intensa


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5 Dicas Monstruosas para Escrever Livros de Horror (Foto: Filme Hellraiser)

Retornando ao ponto de partida: o horror se caracteriza por despertar o nojo. Para despertar as sensações que deseja é preciso abusar da imersão sensorial. Mas o que seria isso?


Nada mais do que descrever as cenas usando os cinco sentimentos humanos. Relatar o cheiro, a textura, o aspecto visual, o gosto, o som.


Instigar os sentidos humanos fará seu leitor mergulhar de cabeça em sua história. Ele vai se sentir inserido na trama, na cena, partilhando os desconfortos mencionados na sua descrição.


Se você não é muito fera nesse assunto, aconselho que leia O Cemitério, de Stephen King. Também indico Marina, de Carlos Ruiz Zafón. São as obras que mais caracterizam o que estou dizendo.


Então, para finalizar, deixo o trailer do filme que mais representa esse gênero logo abaixo.


Espero ter ajudado.


Beijos de Fogo.



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